quinta-feira, 4 de outubro de 2007

O que fica dos Jogos Pan-americanos



Silas Barbosa, 20 anos, da Comunidade da Maré (fotos: Vivian Ragazzi) - PAPOPAN* / Agência ViraJovem de Notícias - 17/08/2007 - 9h00 - O repórter Silas Barbosa aproveitou a cerimônia sobre o legado social do Pan, no dia 14 de agosto, e entrevistou os jovens do projeto Guias Cívicos sobre o que os jogos Pan-americanos significaram para elas e eles। Confira!






O que o Pan, e agora o Parapan, representaram para você?


Foi muito gratificante para o Rio de Janeiro। O Pan trouxe várias oportunidades de emprego para nossa cidade, e também reestruturou muitos lugares, até mesmo com a criação do "Engenhão" (Estádio João Havelange). Foi bem bacana até para nossa comunidade. Nós tivemos a oportunidade de aprender uma outra língua, o espanhol, noções de ética e cidadania, e também de pudermos conhecer os lugares do Rio de Janeiro que mesmo morando a gente não tinha oportunidade de conhecer. Acho que vai acrescentar bastante.

Samira Carvalho de Andrade, 18 anos, ensino médio completo

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Parapan-Americano

Lars Grael: “Atletas do Parapan representam Brasil mais justo”

Silas Barbosa, 20 anos, da Comunidade da Maré (fotos: Vivian Ragazzi) - PAPOPAN* / Agência ViraJovem de Notícias -


15/08/2007 - 10h00 - O repórter do PAPOPAN Parapan Silas Barbosa, de 20 anos, da comunidade da Maré, teve a oportunidade de entrevistar o velejador Lars Grael no evento realizado na ONG Ação da Cidadania na manhã de 14 de agosto. O atleta, que mantém com os também campeões olímpicos do esporte Torben Grael e Marcelo Ferreira a ONG Rumo Náutico (http://www.rumonautico.org.br/), concedeu a seguinte entrevista:



SILAS BARBOSA: Como o esporte pode melhorar a auto-estima das pessoas com deficiência?



Lars Grael: Eu acho que o esporte prova para toda a sociedade que essa letrinha "d" que antecede a palavra deficiência pode ser um pré-conceito do próprio deficiente e da sociedade, sobretudo. Então, através do esporte, a pessoa com deficiência tem a capacidade de mostrar a superação, a volta por cima, a eficiência física e mostrar que ele também pode ser eficiente pro trabalho, podendo requerer os seus direitos como cidadão no mercado de emprego, para que possa ingressar na classe produtiva do país. Então o esporte tem um tema, uma conotação muito importante da volta por cima, e nós percebemos aí heróis as vezes anônimos do Brasil que mostram a sua capacidade por meio do esporte.





SILAS BARBOSA: Como os pais e a escola podem ajudar as crianças e os jovens com deficiência a praticar esportes?



Lars Grael: A escola é o berço de formação de todo e qualquer cidadão. Por isso, elas precisam estar dotadas de acessibilidade e de profissionais que possam fazer a inclusão da pessoa com deficiência, para que ela tenha acesso básico à educação com os mesmos direitos, mas com atenção especial, assim como à prática do esporte e da cultura.

A educação é a base de tudo, e promove a inclusão da pessoa com deficiência, dando oportunidade ao lazer, à prática esportiva, à cultura e ao mercado de emprego e trabalho a esse grupo grande de brasileiros.

SILAS BARBOSA: O que você diria para os atletas do Parapan?

Lars Grael: São heróis nacionais por estarem representando o Brasil nos jogos Parapan-americanos. Ás vezes são heróis que não têm o mesmo reconhecimento, apesar de estarem suando a mesma camisa, dignificando a mesma bandeira, superando os mesmos preconceitos com que eles sofrem por terem deficiências. Isso é um exemplo de superação e nós temos um orgulho muito grande, porque eles representam o espírito de um Brasil que quer dar certo, de um Brasil mais justo.